Ana Beatriz Pereira
Você é a Mary Jane: firme, sensível, e com aquela calma que salva o herói quando a cidade pega fogo. Você transforma caos em foco.
Seu olhar é farol para quem ainda está aprendendo a olhar.
Esse link é um segredo só de vocês. Um obrigado gigante, do tamanho das dúvidas semanais que vocês traziam e que viravam caminhos, e do tamanho dos sorrisos quando o projeto encaixou. Reuni materiais de aulas de todos os anos para virar um curso vivo: por tema, por dúvida, por fase do projeto. Voltem quando precisarem, revisem quando travarem, respirem quando a cabeça estiver acelerada demais. Aqui é abraço em forma de roteiro.
Você é a Mary Jane: firme, sensível, e com aquela calma que salva o herói quando a cidade pega fogo. Você transforma caos em foco.
Seu olhar é farol para quem ainda está aprendendo a olhar.
Minha valente, como a Valente de cabelos ruivos. Você enfrenta o terreno difícil com arco e coragem. Não foge do que é grande.
Coragem também é método, e você é a prova.
Trabalho após trabalho, você vem desabrochando. Um passo por vez, uma camada por vez, virando referência para seus amigos e para você mesmo.
Você mostra que constância é o verdadeiro superpoder.
Você me fez sentir especial desde o começo, quando disse que vinha para cá porque eu estava aqui. É um gesto simples, mas virou energia de todos os dias.
Tem gente que chega com doçura e energia e ilumina o corredor inteiro.
Você faz as melhores perguntas e sabe pôr a mão na massa. Constrói, testa, refaz, entende teoria e prática como quem monta um laboratório vivo.
Sua curiosidade é uma obra em andamento — e linda de ver.
Vocês são como um canteiro de obras em quatro estações: no inverno, o silêncio prepara a estrutura; na primavera, a ideia brota; no verão, o projeto pega sol e ganha cor; no outono, a entrega amadurece e a gente colhe o que plantou.
A dialética de todo projeto está aqui: tese e antítese se encontram, viram síntese, e mais uma vez a gente recomeça. É assim que o traço ganha alma e o método vira afeto.
A cada dúvida, vocês abrem uma janela; a cada erro, cimentam um novo piso; a cada acerto, deixam o lugar mais habitável. Vejo respeito, admiração e muito carinho em cada processo, e devolvo com o mesmo cuidado: esse canto secreto existe porque vocês importam muito.
Essa parte também mistura o meu jeito de escrever: um pouco de conto, um pouco de metáfora longa, um pouco de verdade que escapa pela margem. É assim que eu sou quando escrevo.
Tenho muito respeito e admiração por vocês. Vocês vão longe, porque já fazem diferença agora. Se esse roteiro é uma estrada, vocês já são as placas, a luz e o horizonte.
Quando estiverem cansados, lembrem: conhecimento é feito de repetição afetuosa. Voltem quantas vezes quiserem. Esse lugar é de vocês.